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Folheto de lançamento sobre a maquete do centro histórico de 1920
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Título
Folheto de lançamento sobre a maquete do centro histórico de 1920
Descrição
Folheto anunciando o lançamento da maquete do centro histórico de São José dos Pinhais de 1920. Possui data de lançamento, motivo da comemoração, e realização.
Transcrição
Lançamento da Maquete. Centro Histórico – 1920
Comemoração: Dia Internacional dos Museus. 18 de Maio de 2004
Este impresso, realizado pela Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais, Administração Luiz Carlos Setim, através da Secretaria Municipal da Cultura, que tem como titular Andre Luiz Sada mostra a você, visitante, uma São José dos Pinhais no limiar do século XX. A cidade contava com vários estabelecimentos comerciais e engenhos de mate. Com o tempo, surgiram também as primeiras indústrias: de madeiras, de bebidas, de utensílios de metal, entre outras. O perímetro urbano situado nos arredores da Matriz de São José dos Pinhais se estendia os pelo menos dois quarteirões por onde hoje é a rua XV de Novembro e limitava-se a norte, sul, leste e oeste por inúmeras chácaras, pertencentes a pequenos proprietários, que produziam gêneros de subsistência como: aves, suínos e ovos. O excedente era vendido para o povo da “vila”, denominação dada à cidade. Durante as três primeiras décadas do século XX, a economia ervateira atingiu seu auge e a região de Curitiba registrou grande progresso, fato que atingiu, indiretamente, a economia são-joseense, que teve grande impulso nesse período. Contudo, a dependência do município para com a capital especialmente no tocante à distribuição do município para com a Capital, especialmente no tocante à distribuição de gêneros primários produzidos no município pouco se alterou. Na verdade, o desenvolvimento urbano de Curitiba só acentuou a característica rural de São José dos Pinhais, pois com o crescimento da cidade e, especialmente, do comercio curitibano, aumentou a demanda por produtos agrícolas. Os colonos de São José dos Pinhais passaram a responder cada vez mais por essa produção e o município a depender do crescimento de Curitiba para sustentar seu próprio crescimento.
A cidade já contava, então, com veículos motorizados, bandas de música, cinema, sociedades recreativa, escolas e vários estabelecimentos comerciais, onde se adquiria, alem de utilidades domesticas e alimentos, artigos de luxo vindos da Europa, tais como tecidos finos e acessórios da ultima moda parisiense (chapéus, sombrinha, bengalas, etc.) que eram utilizados pela população mais abastada. O inicio do século XX foi marcado também pela integração dos negros (ex-escravos) e dos imigrantes europeus à comunidade são-joseense como trabalhadores livres. Muitos dos ex-escravos de São Jose dos Pinhais passaram a viver na cidade, na região da Carioca, onde havia uma bica onde muitas pessoas iam colher água.
Depois da abolição da escravatura, muitas negras passaram a realizar serviços remunerados para respeitáveis senhoras da região. Eram lavadeiras, parteiras, doceiras, que segundo os moradores mais antigos tinham todo o respeito da população. Os imigrantes também passaram a fazer parte do cotidiano da cidade. Embora vivessem em sua maioria no campo, quase que diariamente coloriam a cidade com suas carrocinhas fartas de hortigranjeiros que eram vendidos em São José dos Pinhais e, sobretudo, em Curitiba. Divertidos e cantarolantes, alegravam o alvorecer e o entardecer da cidade e a religião continuou a fazer parte do seu cotidiano. Nos domingos, quase todos compareciam à missa matutina e a saída da celebração era sempre ocasião de paqueras, ou melhor, “flertes”. Conta-se que os fieis que moravam no campo traziam seus calçados na mão (pois costumavam andar descalços em casa e na roça) e chegavam na altura da atual rua Joinville, lavavam seus pés num estreito córrego que ali existia e calçavam seus sapatos para entrar na “vila”. A identidade religiosa existente no município firmou-se ainda mais a partir do ano de 1899, quando chegou para assumir a religiosidade da cidade a Congregação do Verbo Divino, que zela pelas igrejas católicas do município até hoje. Pode-se dizer que os primeiros cinqüenta anos do século XX marcaram um período de transição em São José dos Pinhais. Um época em que elementos modernos como carros e ônibus contrastavam com os elementos tradicionais, típicos de pequenas cidades, como carroças, cavalos e bois desfilando pelo centro.
Texto extraído do livro: São José dos Pinhais – Uma História para ser Ensinada (págs. 111 e 112) Deu autoria de Andréa Maria Carneiro Lobo e Maria Auxiliadora M. S. Schmidt
Dimensões
18 x 10,5 cm
Categoria
Doador
Juarez da Costa
Material
Papel
Cor predominante
Cinza



