por 

O pau-brasil hoje é uma espécie ameaçada de extinção, mas há 500 anos ela era uma árvore muito abundante aqui no nosso país. Encontrava-se pau-brasil por toda a mata atlântica, que ia do que hoje é o Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro. Existiam árvores similares na Ásia, mas raras e muito caras; aqui, o pau-brasil era extremamente abundante e fácil de ser explorado. Já no século XVII era difícil de encontrá-lo na natureza, mas a exploração só parou no século XVIII.

Essa árvore não é tão grande, isso porque o pau-brasil é de porte médio. Isolado, ele chega entre 12 e 15 metros, mas na natureza ele pode chegar até 40 metros. Um exemplo disso é o “pau-brasil rei”, que é um exemplar no sul da Bahia, no Parque Nacional do Pau-Brasil, que tem em torno de 40 metros e que os pesquisadores estimam que tenha mais de 500 anos, então foi uma árvore que conseguiu sobreviver durante todo o processo de exploração do pau-brasil e que hoje está num local seguro e preservado. O tronco é cinza e coberto de espinhos, e apenas o interior da madeira é vermelho. É só esse interior que é utilizado. Os indígenas, antes de terem contato com os portugueses, usavam o pau-brasil pra fazer fogueiras, porque ela é uma madeira que queima devagar e não solta fumaça. Foram os europeus, que já conheciam árvores semelhantes da Ásia, que começaram a usar ele pra produzir tinta pra tecidos.

O vermelho era uma cor difícil de conseguir e, por isso, apenas nobres usavam roupas vermelhas. O pau-brasil, dependendo da forma como ele é preparado, pode render cores diferentes, do vermelho ao roxo. Foi pra isso que ele foi explorado inicialmente. Hoje em dia, o pau-brasil é usado, principalmente, para produção arcos de instrumentos como violino, mas esse processo é todo controlado para que não aconteça mais a exploração como antes. Fora isso ainda existe pessoas que usam as sobras dessa produção de arcos de violino pra tingir tecidos, mas é um mercado reduzido e artesanal. O pau-brasil também é usado por alguns artistas e em pesquisas uma das quais envolvidas na procura por tratamento para o câncer, mas esses são, novamente, usos controlados para não se cometerem excessos.

Caesalpinia echinata (Pau-brasil)

Árvore nativa da Mata Atlântica, também é conhecida pelos nomes populares de ibirapitanga, paubrasilia, orabutã, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, muirapiranga, pau-rosado, pau-de-pernambuco. O nome ibirapitanga é de origem tupi-guarani e se refere ao interior vermelho da árvore, sendo que “ibira” significa “árvore” e “pitanga”, “vermelho”. Quando isolada, a árvore adulta atinge entre 10 e 15 metros, mas na natureza pode chegar aos 40 metros. Seu tronco é cinza, apresentando alguns espinhos. As folhas são verde-escuras e suas flores amarelas, que crescem em cachos, contêm uma espécie de “pinta” vermelha, que se caracteriza como sua “marca registrada”.

Produz pequenas vagens que são inteiramente cobertas por espinhos e guardam as sementes. Era usada pelos indígenas para fogueiras, pois a madeira queima lentamente e não produz muita fumaça. Foram os portugueses que passaram a usar a madeira para produzir tinta para tecidos. Atualmente, seu uso é extremamente controlado, visto que é uma espécie em extinção. Desde o século XVIII, é considerada a melhor madeira do mundo para a produção de arcos de violino, devido à sua densidade e sua elasticidade. O pau-brasil também tem sido usado em pesquisas para o tratamento do câncer.