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Babushkim une às palavras babushka e lambrequim, dando gênese à coletânea com forte presença eslava. A multiculturalidade e policromia presente na forma de babushkas e matrioshkas encenam saudações típicas, como o pão e sal, personagens folclóricos e arquitetura local, onde variações de lambrequins edificam-se nas obras e completam o passeio cultural em cenários paranistas. A recente produção do artista, além de retratar sua assinatura artística – as tradicionais babushkas e matrioshkas – exterioriza a riqueza cultural da milenar Ucrânia e Polônia onde seus personagens incorporam esta figuração em harmonia com gralhas azuis, petit pavê, pinhões, araucárias e lambrequins, remetendo a gênese da colonização paranaense.   

Sobre o artista:

Nascido em Curitiba-PR, Eloir Jr. é Artista Plástico e curador, pós-graduado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e graduado pela Universidade Tuiuti do Paraná. Colunista cultural do Sztuka Kuritiba e Arte&Cultura Paranaense da Revista Paulista. Expõe profissionalmente em mostras individuais, coletivas e salões de arte desde 1997, obtendo inúmeras premiações durante este período e, suas obras estão em coleções de acervos nacionais, internacionais, museus pelo país, livros de arte e cultura e em algumas edições da Casa Cor Paraná.

Em 2010 representou com suas pinturas o Estado do Paraná na cidade francesa de Vaire-Sur-Marne, em 2013 participou de exposição no Carrousel Du Louvre em Paris-France e em 2016 na The New York Public Library. O convite da Embaixada da Ucrânia no Brasil, o artista representou as artes visuais do Paraná durante o 24o. Sarau Chatô em Brasília-DF, que homenageou a Ucrânia e o Paraná em 2017 e, recentemente criou um painel artístico para uma Escola Municipal de Curitiba-PR.

Há mais de duas décadas é estudioso das etnias europeias que colonizaram a terra Paranaense, com enfoque principal na cultura eslava da Polônia e Ucrânia, onde não só expressa a pintura sobre tela, como também o artesanato cultural destes países. Seu trabalho é alegre, colorido e resgata as memórias culturais trazidas pelos diversos povos, onde consegue demonstrar a convivência harmoniosa das etnias que fazem parte de sua terra natal, com os ícones paranaenses como a gralha azul, araucárias e pinhões.